sexta-feira, 15 de março de 2019

Público lota Tenda no “Improviso, oxente!” das mulheres


Foto: Catarina Barbosa

No último dia 12 de março (terça-feira) o Teatro Popular de Ilhéus promoveu mais uma edição do projeto “Improviso, oxente!”, quadro criado pelo grupo que combina painéis, debates e intervenções artísticas através de temas que tenham relevância social. A edição especial do mês de luta das mulheres recebeu o título “Corpos invisíveis: mulheres na política, mulheres em situação de rua e mulheres trans”. Um grande público lotou a Tenda TPI, debatendo as temáticas com as convidadas e prestigiando a feira interativa montada durante o evento.
Com organização da professora e ativista Indiara Rosa e mediação da comunicóloga Haísa Lima, o encontro contou com a presença de Elizabeth Zorgetz, que é historiadora, mestranda em Economia Regional e Políticas Públicas, colunista e militante da União da Juventude Comunista; Dejeane de Olivera, doutora em Enfermagem e docente da UESC; e Isabella Silva, professora de história, mestranda em Ensino e coordenadora técnica do primeiro cursinho Trans+ na UFSB. O evento teve cobertura especial da fotógrafa Catarina Barbosa, comunicóloga formada na UFOP e reconhecida por seu trabalho de cobertura da tragédia de Mariana/MG.
Na abertura dos debates, entre as sessões e também no final, o encontro contou ainda com intervenções artísticas das poetas Má Reputação (Karen Oliveira) e Pretinha (Claudiane Amorim) e da exibição do vídeo “Filha da rua” sobre mulheres em situação de rua, além de uma exposição fotográfica temática sobre brasileiras de grande relevância na luta das mulheres. Também compondo a programação do “Improviso, oxente!”, a Tenda sediou uma Feira Interativa de Mulheres, com exposição de produtos feitos e vendidos por mulheres da região.
O Teatro Popular de Ilhéus reconhece a importância dos debates sobre a luta das mulheres visando o diálogo e fortalecimento desse grupo diante das desigualdades e violências de gênero sofridas pelas mulheres ao longo da história e na conjuntura atual. Dessa forma, o projeto “Improviso, oxente!” cumpre seu papel de intervir positivamente na sociedade ilheense ao pautar temáticas de grande importância para grupos sociais minoritários com enfoques especiais nas particularidades da nossa região. 

Mês de março

Além do “Improviso, oxente!”, o TPI também recebeu espetáculos de teatro e dança, e promete ainda um mostra de cordel e feirinha popular para a programação do mês de março. Nos dias 09 e 16, a Cia A-rrisca de Dança trouxe a reestreia do espetáculo “Mariana: a história que se perdeu”. A montagem, que traz uma reflexão sobre o rompimento da barragem de rejeitos de minério do Fundão que devastou o município de Mariana, teve sua primeira estreia em 2017 e foi reformatado após o episódio do rompimento da barragem de Brumadinho.
No dia 14 foi a vez do espetáculo “O quadro: a revolução começa nas margens”. Escrito por Romualdo Lisboa em 2003 e adaptado pelo O Coletivo 7, o texto narra a história de Nino e Lia, um casal de jovens que vivem situações de violência e de abuso dentro de suas realidades familiares e de comunidade. Ambos assumem espaços de comando que se alternam. Dirigido por Valdiná Guerra, a peça foi produzida em parceria com O Arte no Atto, grupo de teatro do Curso Técnico de Teatro do CEEP do Chocolate Nelson Schaun. Com classificação 14 anos e ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), a montagem será reexibida em novas sessões nos dias 22 (sexta-feira) e 30 (sábado).
No dia 29, a partir das 18 horas, a Tenda TPI realiza ainda a “Mostra de Poesia Popular de Cordel” e a “Feirinha Popular de Produtos Regionais”. O evento, de entrada franca e classificação livre, tem o objetivo de incentivar a expressão da literatura popular e de cordel em nossa cidade e na região, e trará um encontro de poetas cordelistas em performances declamadas de poemas de cordel para o público. A mostra contará com a presença do professor e poeta Lourival Piligra numa exposição oral sobre o reconhecimento da Literatura de Cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, e na sequência ocorrerá uma homenagem a Minelvino Francisco dos Santos, grande nome da poesia de cordel em nossa região e na Bahia. Na ocasião, ambientada por música ao vivo de músicos regionais, será feito também o lançamento do cordel O Encontro de Helena com o Sereio, de autoria de Alessandra Simões e Franklin Costa. O evento contará com a Feira Popular de Produtos Regionais montada para oferecer vários produtos, artesanato, além de comida e bebidas regionais servidas a preço popular.
O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Hélvio Tamoio trouxe documentários ao TPI através do Cineclube da Estrada




Na noite da última sexta-feira (08) o Teatro Popular de Ilhéus recebeu o “Cineclube na Estrada”, uma iniciativa independente do professor e escritor Hélvio Tamoio. O projeto é parte da Comitiva “Paracatuzum”, que desde 2008 pega estrada para fomentar a troca entre grupos e coletivos atuantes em arte pelo interior do país, e que até hoje já passou por dezenas de cidades em doze estados brasileiros, além de mais dois países.
Primeiro foi exibido o documentário “Procura-se Irenice”, de 2016, dirigido por Marco Escrivão e Thiago B. Mendonça. O curta de 25 minutos faz um trabalho de resgate da memória da atleta Irenice Maria Rodrigues, que teve sua história apagada pela Ditadura Militar. A corredora foi um ícone da luta antirracista nos esportes durante a década de 1960, uma das lideranças de greve contra o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em 1967, era crítica radical da estrutura esportiva brasileira, recordista continental em competição proibida para mulheres no Brasil militar.
Na sequência foi exibido o documentário “O nó da cana também dá garapa”, de 2017 e dirigido por Marco Escrivão. Com duração de 22 minutos, o filme percorre, através dos causos e prosas de Helvio Tamoio, a história da Usina Tamoio no interior do Estado de São Paulo. A produção levanta uma crítica ao desenvolvimentismo desenfreado da monocultura canavieira, que culmina com trabalhadores expulsos de sua terra natal.
Por fim o professor Hélvio abriu uma roda de conversa com a plateia, trazendo debates sobre a importância do cinema-educação e produções independentes de baixo orçamento. Ele contou sua trajetória de produção documentarista no Brasil, suas dificuldades e suas conquistas na manutenção do projeto, e convidou a todos a incentivarem e valorizarem as produções audiovisual e artística independentes na nossa região, citando o Teatro Popular de Ilhéus como um exemplo de grupo a ser apoiado e agradecendo a parceria ali estabelecida.
As viagens e o sustento básico do “Cineclube na Estrada” são bancadas com passagens de chapéus nas rodas e apoios espontâneos de amigos confiantes no projeto, e ao final do bate-papo Hélvio recebeu a contribuição consciente dos presentes. 
O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Tenda recebe Cineclube na Estrada na próxima sexta



 Nesta sexta, dia 08, às 18h30, a Tenda Teatro Popular de Ilhéus receberá a visita do projeto “Cineclube na Estrada” - uma iniciativa independente do professor e escritor Hélvio Tamoio, da Comitiva “Paracatuzum”, que em 2008 decidiu pegar estrada para fomentar a troca entre grupos e coletivos atuantes em arte pelo interior do país. Até o momento o projeto já passou por doze estados, dezenas de cidades e outros dois países. As viagens e o sustento básico são bancadas com passagens de chapéus nas rodas e apoios espontâneos de amigos confiantes no projeto.
O encontro trará para o telão da Tenda os documentários “O nó de cana também dá garapa” e “Procura-se Irenice”. O primeiro, através dos causos e prosas de Hélvio Tamoio, percorre a história da Usina Tamoio no interior do Estado de São Paulo: a monocultura canavieira, o desenvolvimentismo desenfreado e os trabalhadores expulsos de sua terra natal. Enquanto isso, o segundo traz o resgate da memória da atleta mineira Irenice Maria Rodrigues, que teve sua história apagada pela ditadura militar.
O evento terá as exibições seguidas de uma roda de conversa com Hélvio Tamoio sobre cinema-educação e produção de baixo orçamento. A entrada tem classificação livre e a contribuição será na modalidade “Pague o quanto quiser” durante a passagem de chapéu que visa permitir que o projeto continue seguindo a estrada.
O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

terça-feira, 5 de março de 2019

Tenda divulga programação do mês de março



 Dois espetáculos em cinco sessões, além de um debate e uma mostra, ambos com feira de produtos regionais, são os eventos programados para o mês de março no Teatro Popular de Ilhéus. A programação começa às 19 horas do próximo sábado, dia 09, com o espetáculo de dança “Mariana: a história que se perdeu”, produzido pela A-rrisca Cia de Dança, com reapresentação no dia 16 em mesmo horário. A montagem, que tem classificação livre, foi criada em 2017 sob direção de Juliana Faltz, Rafaela Costa e Liliane Couto, e traz uma reflexão crítica sobre um dos maiores crimes ambientais ocorridos no país: o rompimento da barragem de rejeitos de minério do Fundão, ocorrida em 2015, sob responsabilidade da Samarco (comandada pela Vale e BHP billiton), liberando milhões de metros cúbicos desses rejeitos e formando uma lama tóxica que devastou o município de Mariana, apagando parte de sua história e deixando centenas de desabrigados, mortos e feridos, prejudicando a fauna e flora do local, contaminando a água e levando à extinção espécies animais e vegetais. Pouco mais de 3 anos após esse crime ocorre outro rompimento de barragem, também sob responsabilidade da Vale, dessa vez na cidade de Brumadinho – acontecimento que faz este espetáculo ainda mais atual.
No dia 12 (terça-feira), a partir das 19 horas, o TPI realiza mais uma edição do projeto “Improviso, oxente!”, quadro criado pelo grupo que combina painéis, debates e intervenções artísticas através de temas que tenham relevância social. A edição especial do mês de luta das mulheres recebe o título “Corpos invisíveis: mulheres na política, mulheres em situação de rua e mulheres trans”. Com mediação da professora e ativista Indiara Rosa, o encontro contará com a presença de Elizabeth Zorgetz, que é historiadora, mestranda em Economia Regional e Políticas Públicas, colunista e militante da União da Juventude Comunista; Dejeane de Olivera, doutora em Enfermagem e docente da UESC; e Isabella Silva, professora de história, mestranda em Ensino e coordenadora técnica do primeiro cursinho Trans+ na UFSB. Na abertura dos debates, entre as sessões e também no final, o evento contará ainda com intervenções artísticas das poetas Má Reputação (Karen Oliveira) e Pretinha (Claudiane Amorim) e da exibição do vídeo “Mulheres em vulnerabilidade de rua em Ilhéus”. Ainda compondo a programação do “Improviso, oxente!”, a Tenda sediará uma Feira Interativa de Mulheres, com exposição de produtos feitos e vendidos por mulheres da região. A entrada é franca e a classificação do debate é 14 anos.
Em três sessões programadas para os dias 14, 22 e 30, sempre às 19h30, vai em cena o espetáculo teatral “O Quadro: a revolução começa nas margens”. Escrito por Romualdo Lisboa em 2003 e adaptado pelo O Coletivo 7, o texto narra a história de Nino e Lia, um casal de jovens que vivem situações de violência e de abuso dentro de suas realidades familiares e de comunidade. Ambos assumem espaços de comando que se alternam. Segundo a diretora Valdiná Guerra, a peça não se omite sobre questões sociais vivenciadas nas periferias e centros, criando o pano de fundo para que o empoderamento – principalmente, o feminino – seja conclamado, trazendo ainda o retrato de uma realidade que precisa ser repensada com urgência. O espetáculo, de classificação 14 anos, tem produção do O Coletivo 7 em parceria com O Arte no Atto, grupo de teatro do Curso Técnico de Teatro do CEEP do Chocolate Nelson Schaun.
No dia 29, a partir das 18 horas, a Tenda TPI realiza ainda a “Mostra de Poesia Popular de Cordel” e a “Feirinha Popular de Produtos Regionais”. O evento, de entrada franca e classificação livre, tem o objetivo de incentivar a expressão da literatura popular e de cordel em nossa cidade e na região, e trará um encontro de poetas cordelistas em performances declamadas de poemas de cordel para o público. A mostra contará com a presença do professor e poeta Lourival Piligra numa exposição oral sobre o reconhecimento da Literatura de Cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, e na sequência ocorrerá uma homenagem a Minelvino Francisco dos Santos, grande nome da poesia de cordel em nossa região e na Bahia. Na ocasião será feito também o lançamento do cordel O Encontro de Helena com o Sereio, de autoria de Alessandra Simões e Franklin Costa. O evento contará com a Feira Popular de Produtos Regionais montada para oferecer vários produtos, artesanato, além de comida e bebidas regionais servidas a preço popular.
Localizada na Av. Soares Lopes, a Tenda TPI é uma das principais opções culturais para os finais de semana ilheenses. Os ingressos dos eventos pagos podem ser adquiridos na Livraria Papirus (parceira da Tenda TPI), no site do TPI (www.teatropopulardeilheus.com.br/programacao) ou na própria bilheteria do evento por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O TPI lembra ainda que aqueles que não têm direito à meia-entrada podem adquirir o Cartão Fidelidade TPI, que por apenas R$ 25 anuais dá o direito à meia entrada em todos os espetáculos da companhia.
O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.