sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Para memória curta, Teatro

 

O Teatro Popular de Ilhéus foi fundado há 25 anos, e o trabalho do grupo sempre teve como vocação a representação da classe trabalhadora e das minorias. Esse trabalho artístico, para além de buscar entreter o público, é também um trabalho de conscientização política e social. Um exemplo é o espetáculo “Teodorico Majestade: as últimas horas de um Prefeito”, que foi criado em 2006 como um posicionamento do TPI diante dos escândalos políticos ocorridos na cidade, e sua repercussão contribuiu para a mobilização da população ilheense contra o então prefeito. Tantos anos depois, a obra permanece atual, pois a fictícia Ilha Bela poderia muito bem representar muitas cidades brasileiras. Além disso, sua importância histórica não deixa de ser um refresco para a memória dos Ilheenses, que poderão relembrar o episódio que inspirou a montagem e assim manterem alerta sua consciência política.

Adaptada para uma versão inteiramente virtual, levando teatro ao público de forma remota durante a pandemia do Covid-19, a montagem “Teodorico Majestade: a última Live de um Prefeito” chega à sua última semana de apresentação da segunda temporada. Nesta sexta-feira (25), às 21 horas, “Teodorico” fará parte da programação do Festival Literário Sul-Bahia (FLISBA), e a inscrição pode ser feita no link www.sympla.com.br/flisba.

Já no sábado (26), o TPI faz a última transmissão ao vivo da temporada, às 20 horas. Após a apresentação, acontece ainda um bate-papo entre o grupo, o público e dois convidados especiais – a atriz e  produtora teatral Tuca Moraes e o dramaturgo, ator  e diretor teatral Luiz Fernando Lobo são da Companhia Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro (RJ), e vão falar sobre os encontros com o Teatro Popular de Ilhéus e sobre os modos de produção e processo de formação de novos públicos. Os ingressos são limitados, e estão à venda na plataforma Sympla por 10 e 20 reais. O público pode ainda ajudar o grupo com colaborações voluntárias de 50 e 100 reais, e dessa forma contribuir para a manutenção da Tenda TPI durante a pandemia. A transmissão acontecerá pelo Zoom, cujo link será enviado por e-mail, e o espectador deverá ter o programa instalado em seu smartphone ou computador para assistir ao espetáculo. Para realizar a compra dos ingressos, basta acessar o site www.sympla.com.br/teatropopulardeilheus.

Inspirada na literatura de cordel, na xilogravura e no cancioneiro nordestino, a peça narra o drama do prefeito Teodorico Majestade, da fictícia Ilha Bela, acuado em seu gabinete, cercado pela população revoltada com suas trapaças. Boca-suja e beberrão, o alcaide se vê abandonado pelos seus comparsas e, num ato de desespero para se manter no poder, tenta negociar com o povo, que pede sua cassação imediata. O espetáculo tem texto e direção de Romualdo Lisboa e conta com Ely Izidro no papel do prefeito “Teodorico Majestade”; Takaro Vítor como “Malote”; Tânia Barbosa como “Maria Antônia das Armas; Aldenor Garcia como “Gersinaldo Quina”; e Cabeça Isidoro como o “Cantador”.

A comédia recebeu duas indicações ao Prêmio Braskem de Teatro em 2008, e já rodou diversas cidades do interior da Bahia e na capital do estado, além de ter se apresentado em palcos do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Alagoas e Pernambuco. Participou, a convite da Cooperativa Paulista de Teatro, da VI Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo em 2011. Além disso, ainda participou de festivais como o Festival de Curitiba (2012), Festival Recife do Teatro Nacional (2016), Festival de Teatro da Caatinga (2018) e em diversas edições do Filte Bahia. Alcançou as terras europeias e se apresentou em julho de 2019 durante o Sommerwerft Theater Festival 2019, na cidade alemã de Frankfurt. Adentrando a área do audiovisual, em 2011 o espetáculo se tornou tema de documentário que, dirigido por Elson Rosário, foi selecionado para um edital da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Fundado em 1995, o grupo já produziu dezenas de espetáculos, e interfere positivamente no município de Ilhéus e região, promovendo debates, encontros e estudos que contribuem para a formação cultural de seu público. A longevidade do Teatro Popular de Ilhéus é um indicador de um projeto de empreendedorismo cultural exitoso que tem um planejamento a longo prazo bastante sólido e em constante avaliação. O TPI é uma instituição cultural independente, atualmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

TEATRO NA LIVE: “Teodorico Majestade” inicia sua segunda temporada virtual com apresentações aos sábados

 O espetáculo “Teodorico Majestade: as últimas horas de um Prefeito”, que está em cartaz há 14 anos,  se adaptou para uma versão inteiramente virtual, levando teatro ao público de forma remota durante a pandemia do Covid-19. A montagem online, renomeada “Teodorico Majestade: a última Live de um Prefeito”, estreou dia 24 de julho e fez mais 12 apresentações, incluindo a abertura da Mostra Porto Brasil durante no Sommerweft Festival no dia 06 de setembro. A segunda temporada está em cartaz, e fará apenas 3 apresentações no mês de setembro, aos sábados, dias 12, 19 e 26, sempre às 20 horas.

Inspirada na literatura de cordel, na xilogravura e no cancioneiro nordestino, a peça narra o drama do prefeito Teodorico Majestade, da fictícia Ilha Bela, acuado em seu gabinete, cercado pela população revoltada com suas trapaças. Boca-suja e beberrão, o alcaide se vê abandonado pelos seus comparsas e, num ato de desespero para se manter no poder, tenta negociar com o povo, que pede sua cassação imediata. A montagem surgiu como um posicionamento do Teatro Popular de Ilhéus diante dos escândalos ocorridos na cidade, e sua repercussão contribuiu para a mobilização da população ilheense contra o então prefeito Valderico Reis, tendo histórica importância na cassação de seu mandato em 2007. O espetáculo tem texto e direção de Romualdo Lisboa e conta com Ely Izidro no papel do prefeito “Teodorico Majestade”; Takaro Vítor como “Malote”; Tânia Barbosa como “Maria Antônia das Armas; Aldenor Garcia como “Gersinaldo Quina”; e Cabeça Isidoro como o “Cantador”.

A comédia recebeu duas indicações ao Prêmio Braskem de Teatro em 2008, e já rodou diversas cidades do interior da Bahia e na capital do estado, além de ter se apresentado em palcos do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Alagoas e Pernambuco. Participou, a convite da Cooperativa Paulista de Teatro, da VI Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo em 2011. Além disso, ainda participou de festivais como o Festival de Curitiba (2012), Festival Recife do Teatro Nacional (2016), Festival de Teatro da Caatinga (2018) e em diversas edições do Filte Bahia. Alcançou as terras europeias e se apresentou em julho de 2019 durante o Sommerwerft Theater Festival 2019, na cidade alemã de Frankfurt. Adentrando a área do audiovisual, em 2011 o espetáculo se tornou tema de documentário que, dirigido por Elson Rosário, foi selecionado para um edital da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Agora, em sua nova fase adaptada para o universo da internet, a montagem ganha novos recursos para continuar levando teatro ao público sem que ninguém precise sair de casa. Além disso, após cada apresentação, o grupo abre um bate-papo com convidados especiais para conversar sobre esses 25 anos de história do TPI. Neste sábado, dia 12, o convidado é José Nazal Pacheco Soub, atual vice-prefeito de Ilhéus, fotógrafo e colecionador de fotografias. É autor do livro “Minha Ilhéus”, obra que reúne fotos e textos históricos de diversos autores. Profundo conhecedor de Ilhéus, suas histórias e personagens icônicos, neste sábado falará da sua relação com o TPI, rememorar os principais espetáculos, rever imagens. José Nazal também acompanhou os bastidores da cassação de Valderico Reis e vai revelar as similaridades entre o espetáculo e o que aconteceu durante as últimas horas do Prefeito.

Na semana seguinte, o convidado do dia 19 é com o ator, jornalista e gestor cultural Pedro Albuquerque, conversando sobre sua atuação no TPI e sobre seu livro "Teatro Popular de Ilhéus – 25 anos: a história do grupo que desafiou a lógica do fazer teatral em terra de coronéis". Por fim, desfechando a programação do mês, o grupo recebe no dia 26 a produtora e atriz Tuca Moraes e o dramaturgo, ator e diretor Luiz Fernando Lobo, da Cia Ensaio Aberto, conversando sobre os encontros com o Teatro Popular de Ilhéus e sobre os modos de produção e processo de formação de novos públicos.

Os ingressos são limitados, e estão à venda na plataforma Sympla por 10 e 20 reais. O público pode ainda ajudar o grupo com colaborações voluntárias de 50 e 100 reais, e dessa forma contribuir para a manutenção da Tenda TPI durante a pandemia. A transmissão acontecerá pelo Zoom, cujo link será enviado por e-mail, e o espectador deverá ter o programa instalado em seu smartphone ou computador para assistir ao espetáculo. Para realizar a compra dos ingressos, basta acessar o site www.sympla.com.br/teatropopulardeilheus.

Fundado em 1995 por Équio Reis (in memorian), o grupo já produziu dezenas de espetáculos, e interfere positivamente no município de Ilhéus e região, promovendo debates, encontros e estudos que contribuem para a formação cultural de seu público. A longevidade do Teatro Popular de Ilhéus é um indicador de um projeto de empreendedorismo cultural exitoso que tem um planejamento a longo prazo bastante sólido e em constante avaliação. Em 2020 completa 25 anos de existência, cujas comemorações contarão com a publicação do livro “A vida é uma rima”, um ensaio biográfico do Teatro Popular de Ilhéus que está sendo escrito pelo crítico teatral e jornalista Valmir Santos.

O Teatro Popular de Ilhéus está localizado na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, e é uma instituição cultural independente, atualmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Teatro Popular de Ilhéus inicia fechamento definitivo do seu espaço cultural

  O Teatro Popular de Ilhéus está fechando seu espaço cultural, a Tenda, localizada na Avenida Soares Lopes. Até o final desta semana, o TPI, que realiza suas atividades naquele local desde 2013, deve entregar seus dois containers onde funcionam a administração/bilheteria e os banheiros, e na semana seguinte deve ser efetuada a entrega da lona, encerrando assim o funcionamento da sua sede. Enquanto isso, a equipe está em busca de alternativa para a guarda de seus equipamentos.

O grupo enfrenta dificuldades financeiras desde o ano passado. Com a pandemia do Novo Coronavírus, teve que interromper suas atividades em 15 de março, deixando de contar com os recursos de bilheteria e venda de pautas. Além disso, o Teatro Popular de Ilhéus vem sofrendo com a descontinuidade dos repasses do Fundo de Cultura da Bahia, o que provocou 10 meses de atraso no pagamento do aluguel da lona e 9 meses dos containers, 4 meses sem pagamento de salários dos 15 trabalhadores e falta de pagamento das contas de água, telefone, internet e energia elétrica, que já foi interrompida duas vezes neste período.

Outro agravante é que o funcionamento da Tenda TPI, assim como de qualquer espaço cultural, demanda grande investimento em manutenção física e de equipamentos. Para piorar, a estrutura é situada à beira-mar, sujeita a sol, chuvas e fortes ventos, e o efeito da maresia nos equipamentos de som, luz e projeção, nos mastros, mastareis e paus-de-roda é devastador. Normalmente o grupo contaria com o recurso de bilheteria para pequenos investimentos. Este, nunca foi suficiente, o que já vinha tornando o espaço bastante deteriorado. A lona já deveria ter sido substituída, mas como isso até hoje não foi possível, a mesma se encontra em péssimo estado, o que inviabilizaria a reabertura da Tenda mesmo que a pandemia tivesse um fim agora.

Desde o início do ano, para tentar driblar essas dificuldades, o TPI lançou campanhas de apoio financeiro, como o “Passaporte TPI”, e o financiamento coletivo “Teatro Popular de Ilhéus + 25 anos”, na plataforma “Apoia.se”. Acontece que as campanhas obtiveram pouco engajamento, e o recurso arrecadado só foi suficiente para quitação de parte da dívida de energia elétrica e água. O grupo também buscou apoio da Prefeitura Municipal de Ilhéus. Através de Emenda Parlamentar, aprovada para o orçamento do exercício 2020, o Teatro Popular de Ilhéus poderia contar com um recurso fundamental para sua manutenção, mas, infelizmente esse apoio ainda não foi efetivado.

Mesmo sem recurso e com as atividades presenciais suspensas, o grupo se mantém ativo, criando e produzindo conteúdo para o público. Para manter uma programação cultural durante o período de isolamento social, criou o projeto TPIFLIX, com conteúdo semanal em seu canal no YouTube, convidando a todos a assistirem teatro sem sair de casa. Todo o conteúdo pode ser conferido e acompanhado através do link www.youtube.com/teatropopulardeilheus. No mês de julho o TPI também estreou “Teodorico Majestade - a última Live de um Prefeito”, uma adaptação de seu espetáculo de maior sucesso, que nessa versão acontece de forma 100% remota. A montagem se encontra em cartaz até o final de agosto, acontecendo às sextas e sábados, sempre às 21 horas, e é transmitida ao vivo. Os ingressos podem ser adquiridos no site www.sympla.com.br/teatropopulardeilheus. O TPI ainda tem planejado para os próximos meses a estreia de um espetáculo inédito, totalmente online, sobre os 25 anos do grupo.

Ainda que rodeado de incertezas, o Teatro Popular de Ilhéus aposta em soluções que poderiam evitar o fechamento do espaço cultural. Com o recurso do Fundo de Cultura da Bahia seria possível quitar os aluguéis e demais pagamentos em atraso. Com o recurso previsto na Emenda Parlamentar, seriam feitos investimentos em reparos da estrutura física. Com maior engajamento nas campanhas de financiamento coletivo por parte de pessoas que entendem a importância da existência do Teatro Popular de Ilhéus, o grupo investiria na criação e produção de novos conteúdos. Outra possibilidade de apoio viria da lei Aldir Blanc que, mesmo com o cunho emergencial, não tem a presteza que o setor necessita. No entanto, ainda que nenhuma destas soluções se concretize, o grupo seguirá criando, mesmo sem sede.

Fundado em 1995 por Équio Reis, o TPI se constitui num grupo de pesquisa de linguagem continuada que, a partir de suas criações, interfere positivamente na cultura brasileira, promovendo debates, encontros e estudos que contribuem para a formação cultural de seu público. A longevidade do Teatro Popular de Ilhéus é um indicador de um projeto de empreendedorismo cultural exitoso que tem um planejamento a longo prazo bastante sólido e em constante avaliação.

O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural independente, atualmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

TPI continua apresentando “Teodorico Majestade” ao vivo em agosto

Em cartaz desde 24 de julho, a nova versão online de um dos principais espetáculos do Teatro Popular de Ilhéus tem feito sucesso. Chegando em sua terceira semana de apresentações, o grupo mantém o ritual de desfechar a noite com um bate-papo virtual entre a equipe, o público e um convidado especial. “Teodorico Majestade” continuará em cartaz durante todo o mês de agosto, às sextas e sábados, com transmissões sempre às 21 horas. 

 O espetáculo “Teodorico Majestade” está em cartaz desde 2006, montado como um posicionamento do Teatro Popular de Ilhéus diante dos escândalos ocorridos na cidade, e sua repercussão contribuiu para a mobilização da população ilheense contra o então prefeito Valderico Reis, tendo histórica importância na cassação de seu mandato em 2007. O espetáculo é uma sátira política em formato de cordel sobre um prefeito prestes a perder seu mandato por conta de denúncias que vieram a público, construindo um protesto bem-humorado que mostra o lado ridículo dos bastidores da política corrupta e que, ao mesmo tempo, conclama o povo a exercer seus direitos de cidadão. Na obra, Teodorico, Prefeito de Ilha Bela, está prestes a perder seu mandato depois que uma onda de denúncias de corrupção tomou conta dos noticiários. Até um grupo de teatro resolveu fazer um espetáculo sobre ele. Agora, está acuado, pressionado a assinar seu pedido de renúncia.

No dia 07 de agosto (sexta-feira), o convidado da noite é o ator e diretor Gordo Melo, que além de ter recebido indicações e prêmios em várias montagens das quais participou e dirigiu, também é co-fundador do grupo Vilavox, de Salvador, e tem experiência em gestão pública na área teatral. É idealizador do Festival Maré de Março, coordenador do projeto de formação de jovens atores “Aprendiz em Cena” e co-gestor da Casa Preta Espaço de Cultura. No bate-papo com o TPI, Gordo vai falar sobre Teatro de grupo na Bahia e as trocas do Vilavox com o Teatro Popular de Ilhéus, e sobre como o grupo residente do espaço cultural Casa Preta está se virando durante a pandemia.

No sábado (08), o grupo recebe Maria do Socorro, fundadora e diretora do Instituto Nossa Ilhéus. Ela é empreendedora social reconhecida como liderança comprometida com soluções para a crise ambiental atual e as mudanças climáticas pela rede internacional The Climate Reality Project e compõe o Conselho Consultivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (ConSOC BID). No Território Litoral Sul da Bahia, compõe o SUL DA BAHIA GLOBAL, que tem como missão formular, estimular e fomentar o programa de desenvolvimento integrado da Costa do Cacau. Socorro conversará sobre a importância de Teodorico para seu mergulho nas lutas por políticas públicas e como o Instituto tem trabalhado durante a pandemia.

Na semana seguinte, o grupo recebe Amaurih Oliveira na sexta-feira (14), falando sobre o trabalho dele no Teatro Popular de Ilhéus e os desafios da carreira no cinema e televisão; e no sábado (15), o coreógrafo Zebrinha vai falar um pouco da história dele no Balé Folclórico da Bahia, instituição histórica da dança brasileira e da sua experiência na direção de movimento do espetáculo 1789, do Teatro Popular de Ilhéus. 

Nos dias 21 e 22, os convidados da vez serão os professores e astrofísicos Jules Soares e Leandro Kerber, na sexta-feira, falando sobre a importância do Grupo de Astrofísica da UESC para o espetáculo Vida de Galileu, do TPI; e a banda OQuadro vai contar, no sábado, sobre a experiência de montagem da peça que levou o mesmo nome da banda, e ainda sobre como tem sido seu trabalho artístico no período da pandemia.

Por fim, desfechando o mês, bate-papo do dia 28 (sexta-feira) é com o produtor cultural, ator e diretor Elson Rosário. Ele fala sobre o curta documentário Teodorico Majestade (2014) que produziu e dirigiu, contando a trajetória do espetáculo na mobilização da população para a cassação de Valderico Reis; No dia 29 (sábado) o bate-papo é com o diretor teatral, cenógrafo e figurinista Márcio Meirelles. Márcio vai falar dos seus encontros com o Teatro Popular de Ilhéus desde a fundação do Teatro Vila Velha e fala também da experiência da Universidade Livre do Teatro Vila Velha e o Novo Vila Virtual.

Como a transmissão ocorre via internet, basta comprar um único ingresso para que toda a família possa assistir junta. Os ingressos são limitados, e estão à venda na plataforma Sympla por 10 e 20 reais, onde também será feita a transmissão. O público pode ainda ajudar o grupo com colaborações voluntárias de 50 e 100 reais, e dessa forma contribuir para a manutenção da Tenda TPI durante a pandemia. Além disso, todos os espetáculos do TPI têm uma porcentagem reservada gratuitamente para estudantes de escola pública. Para realizar a compra dos ingressos, basta acessar o site www.sympla.com.br/teatropopulardeilheus.

Fundado em 1995 por Équio Reis (in memorian), o grupo já produziu dezenas de espetáculos, tendo circulado em diversas cidades do Brasil, chegando também a se apresentar na Europa. A partir de pesquisas e criações, o TPI interfere positivamente no município de Ilhéus e região, promovendo debates, encontros e estudos que contribuem para a formação cultural de seu público. A longevidade do Teatro Popular de Ilhéus é um indicador de um projeto de empreendedorismo cultural exitoso que tem um planejamento à longo prazo bastante sólido e em constante avaliação. Em 2020 completa 25 anos de existência, cujas comemorações contarão com a publicação do livro “A vida é uma rima”, um ensaio biográfico do Teatro Popular de Ilhéus que está sendo escrito pelo crítico teatral e jornalista Valmir Santos. Além disso, antes da pandemia o grupo vinha se preparando para estrear o espetáculo “Sonho de uma noite de verão”, cuja montagem será retomada quando a programação da Tenda for normalizada.

O Teatro Popular de Ilhéus está localizado na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, e é uma instituição cultural independente, atualmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.